Projeto Vidas que Ficam
Quando uma mulher é vítima de feminicídio, a violência não termina naquele ato.
Filhos, pais, irmãos, cuidadores e familiares também passam a conviver com marcas profundas de trauma, ruptura e sofrimento.
São vidas atravessadas pela ausência, pelo medo e pela dificuldade de reconstruir vínculos após a violência.
Diante dessa realidade, o Instituto Contemporâneo firmou, em abril de 2026, uma parceria com a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, integrando o projeto “Vidas que Ficam”.
A iniciativa oferece acolhimento psicoterapêutico gratuito às vítimas indiretas do feminicídio, através de atendimentos realizados por profissionais do Instituto Contemporâneo com experiência clínica no trabalho com trauma, violência e sofrimento psíquico.







O QUE É O PROJETO?
O Projeto Vidas que Ficam nasce da necessidade de ampliar o cuidado às crianças, adolescentes e famílias impactadas pelo feminicídio.
Os encaminhamentos são realizados pelo Núcleo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública do RS (NUDECA DPE/RS), responsável pela orientação jurídica e acompanhamento social das famílias.
A partir disso, os assistidos passam a receber acompanhamento psicológico especializado, de forma presencial e online, sem qualquer custo.
O PAPEL DO INSTITUTO CONTEMPORÂNEO
Há 28 anos, o Instituto Contemporâneo atua na formação, pesquisa e clínica em psicanálise e saúde mental.
Neste projeto, o Instituto coloca sua estrutura clínica e seus profissionais a serviço de uma demanda social urgente e profundamente delicada: o cuidado com aqueles que permanecem após a violência.
Mais do que oferecer atendimento psicológico, o projeto busca criar espaços de escuta, elaboração e reconstrução subjetiva diante de experiências marcadas pelo trauma e pela ruptura dos vínculos.
Essa parceria reafirma o compromisso ético e social do Contemporâneo com os sofrimentos contemporâneos e com a construção de práticas clínicas comprometidas com o cuidado humano.
Atendimento Especializado
Os atendimentos são realizados por profissionais qualificados e preparados para atuar em situações relacionadas a:
- Trauma psicológico
- Violência contra mulheres
- Luto
- Rupturas familiares
- Sofrimento infantil e adolescente
- Impactos psíquicos da violência
Os acolhimentos podem ocorrer de forma presencial ou online, conforme a necessidade de cada família.
Porque cuidar daqueles que ficam também é enfrentar a violência
O feminicídio deixa marcas que ultrapassam o momento da perda.
Cuidar das vítimas indiretas é também construir possibilidades de elaboração, proteção e desenvolvimento emocional para crianças, adolescentes e famílias que tiveram suas histórias atravessadas pela violência.
O Projeto Vidas que Ficam nasce desse compromisso coletivo com a escuta, com o cuidado e com a vida.
